[00:11.88]Roendo uma laranja na falésia[00:17.62]Olhando o mundo azul à minha frente,[00:22.95]Ouvindo um rouxinol nas redondezas,[00:28.63]No calmo improviso do poente[00:34.46]Em baixo fogos trémulos nas tendas[00:39.92]Ao largo as águas brilham como prata[00:45.47]E a brisa vai contando velhas lendas[00:51.27]De portos e baías de piratas[00:59.52]Havia um pessegueiro na ilha[01:05.37]Plantado por um Vizir de Odemira[01:11.07]Que dizem que por amor se matou novo[01:16.63]Aqui, no lugar de Porto Côvo[01:25.56]A lua já desceu sobre esta paz[01:30.95]E reina sobre todo este luzeiro[01:36.67]? volta toda a vida se compraz[01:42.31]Enquanto um sargo assa no brazeiro[01:48.23]Ao longe a cidadela de um navio[01:53.65]Acende-se no mar como um desejo[01:59.17]Por trás de mim o bafo do destino[02:04.84]Devolve-me à lembrança do Alentejo[02:13.43]Havia um pessegueiro na ilha[02:19.08]Plantado por um Vizir de Odemira[02:24.63]Que dizem que por amor se matou novo[02:30.35]Aqui, no lugar de Porto Côvo[03:01.88]Roendo uma laranja na falésia[03:07.24]Olhando à minha frente o azul escuro[03:13.12]Podia ser um peixe na maré[03:18.66]Nadando sem passado nem futuro[03:27.37]Havia um pessegueiro na ilha[03:32.87]Plantado por um Vizir de Odemira[03:38.57]Que dizem que por amor se matou novo[03:44.11]Aqui, no lugar de Porto Côvo